terça-feira, 6 de agosto de 2013

#Resenhadacolorida - Perdida - Carina Rissi



Sinopse - Perdida - Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo

Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...

Quotes:


Observei a casinha por um longo tempo. Era surreal demais!
A casinha era exatamente isso, uma casinha de madeira, há quase um quilômetro da casa imensa. Era tão baixa que alguém precisaria se abaixar para entrar nela, até tinha uma pequena janela. Dentro, havia algo parecido com um caixote de madeira com tampa e dois buracos lado a lado na tampa.
Pensei um pouco sobre os buracos. Pra que dois? Seria buraco para líquidos e buraco para sólidos? Ou seria para interação social. Você convida alguém para ir até a casinha e bate um papinho enquanto faz... a oferenda?
Por que dois buracos?
Não havia outra forma de descobrir. Tinha que perguntar.
— Por que tem dois buracos?
Ian me fitou com um pouco de constrangimento no rosto.
— É uma ideia modernista. — por um momento, pensei que ele estivesse me gozando. — Substitui muito bem os...penicos. Mas a função é a mesma. Imagine que aquele buraco é um penico e...
— Não. — eu ri. Não pensava em penicos desde... Bem, nunca! — Eu sei pra que servem os buracos. Só não entendi o porquê de dois deles. Supõe-se que uma
pessoa por vez use a casinha, certo? — minha voz denotou todo meu horror à menção da palavra casinha.
— Sim, para uso individual, mas pode haver emergências. — ele olhava pra todo lado, menos para mim. — Imagine que a casinha esteja ocupada e, digamos... uma criança precise usá-la também. Acomoda duas pessoas, se for necessário
— Sei. Então não seria melhor ter duas casinhas separadas, com apenas um buraco em cada uma delas em vez de apenas uma casinha com dois buracos? — indaguei meio enrolada.
Suas sobrancelhas arquearam. Ele entendeu meu ponto.
— Na verdade seria sim. — ele disse espantado.
— Imaginei. — e, aparentemente, fui a única.
Depois, contemplei outro dilema. Supondo que eu tivesse usado a casinha. Supondo que tivesse terminado o que fui fazer ali e quisesse voltar para minha vida. Eu precisaria de algumas coisas...
— Ian? — minha voz tremeu um pouco.
— Sim, senhorita Sofia?
— Você usa a casinha, certo?
— Humm, certo. —confirmou, inseguro.
— Então você sabe o que fazer depois. — eu disse, arqueando uma sobrancelha.
Ele corou.
Meu Deus, ele era tão estranho! Aposto que não existia coisa alguma no mundo que fizesse o Rafa corar. Ou até mesmo a Nina! Humm... Eles eram perfeitos um para o outro, eu tinha que admitir.
— Depois de usar a casinha, vou precisar de... — me interrompi sugestivamente, esperando que ele compreendesse e completasse minha sentença. Rezei fervorosamente para que a historia com os sabugos fosse apenas lenda.
— Ah, isso! É para isso que serve aquele pé de alface ali no canto. Todos os dias algum criado coloca um fresco.
Olhei para lan como uma idiota, tentando entender o pé de alface e sua conotação. Então, uma gargalhada histérica explodiu de minha boca, não pude evitar.
Pé de alface como papel higiênico! Sem agrotóxicos ainda por cima! Ao menos eram lavadas primeiro? Os ecologistas iriam adorar essa ideia. Totalmente biodegradável!
Ian me observou, os olhos assustados. Deduzi que ele pensava que eu era louca. E eu o apoiava incondicionalmente neste caso.
Pés de alface!
— O que é tão engraçado? — perguntou.
— Nada. — respondi ofegante, por culpa do riso incontrolável. Lágrimas surgiram no canto dos meus olhos. — É só que... O pé de alface... — mais riso histérico. — Desculpe, só que é tão...
— Se preferir, pode usar os sabugos. — disse Ian, o rosto sério.
Parei de rir imediatamente.
— Alface tá bom. — tentei me recompor. — Alface tá muito bom. Obrigada, Ian.


Perdida vai ter sequência:


(capa e titulo provisório)

"... Estou trabalhando mesmo na sequência que ainda não tem título, nem data para ficar pronto, por enquanto ficou como Perdida 2 mesmo rsrs. Eu tinha que escrever ou a Sofia não ia me deixar em paz. Meus personagens são muitos reais pra mim, como amigos imaginários. Imagine então sua amiga imaginária, vestida com roupas do século 19 e All Star vermelho, com os cabelos eriçados, que fala sem parar, aparecendo de madrugada para atazanar você para que escreva mais sobre ela. É assim que a Sofia age comigo..." Carina Rissi

Trecho do livro Perdida 2

“Então o padre pigarreou, me obrigando a olhar para frente. Ele disse alguma coisa, e captei apenas meu nome no meio daquilo tudo. Parecia uma pergunta. De repente me dei conta de que ele não parecia falar latim. Ele estava mesmo falando em latim comigo. Em latim!
Oh, meu Deus!
Olhei ao redor, para Elisa, que apenas acenou com a cabeça, provavelmente querendo me tranquilizar.
Voltei os olhos para Ian, que me encarava assustado, absolutamente tenso. O sacerdote tornou a fazer o que supus ser uma pergunta.
Sem saber o que ele perguntava, e rezando muito para a cerimonia ainda fosse similar a que eu conhecia – não importava a língua em que era realizada –, respondi, insegura:
– Hã… aceito…?
Ouvi um burburinho ecoando nas paredes da capela, então provavelmente eu disse a coisa errada.
O padre franziu a testa. Virei-me apressada para Ian, que parecia ainda mais confuso que o padre.
– O que está acontecendo? – Sussurrei a ele.
– Estamos nos casando – devolveu, num murmúrio, um tanto hesitante.
– Mas em latim? – Perguntei apavorada.
– Certamente. De que outra forma seria?
O padre pigarreou.
– Podemos continuar com…
– Só um segundo, padre – pedi, voltando a me inclinar para Ian. – Pensei que a gente ia se casar da forma normal, onde os noivos sabem o que estão prometendo – expliquei em pânico.
– Sofia… – Ian suspirou sacudindo a cabeça.”

Parece que está previsto para fim de 2013, e começo de 2014... não vejo a hora de ler a continuação =)
E vocês, já leram Perdida? O que acharam ?

Nota: